Nesta sexta-feira (1º), foi decretada a prisão preventiva da mãe do bebê de um ano, que morreu ontem (31), em João Pessoa, com sinais de agressão. Ela havia sido autuada em flagrante por suspeita de crime de tortura, resultante na morte do bebê. Hoje, a mulher passou por audiência de custódia e deve ser levada para o Presídio Feminino Júlia Maranhão.
De acordo com o delegado Rodolfo Santa Cruz, da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil da Paraíba, existem em várias partes do corpo da criança com “marcas sugestivas de violência”.
O caso foi registrado na manha da quarta-feira (30), quando a mãe levou a criança ferida ao hospital alegando que ela havia caído da cama. Porém, os médicos que atenderam a vítima encontraram marcas no corpo e chamaram a polícia.
O delegado também informou que na certidão de nascimento da criança consta que o seu pai é desconhecido, mas que a polícia está a procura, a princípio para prestar esclarecimentos, de um namorado da mãe da criança. Ainda assim, ele explica que a mulher morava sozinha, na companhia de três filhos (a vítima e mais dois irmãos).
Segundo Laércio Bragante, diretor do Hospital de Trauma, a criança tinha múltiplas lesões em várias parte corpo como no rosto, crânio e tórax. “Clássicas da criança agredida, da criança sacudida”, disse.
Ainda conforme o Hospital de Trauma, o corpo já foi liberado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol). Os médicos constaram traumatismo craniano.
“A pior lesão foi a lesão craniana, com uma grave agressão do cérebro, um sangramento intracraniano clássico de trauma provocado, trauma repetido. Lesões com sinais mais agudos e lesões mais antigas, de dois, três, quatro dias. Tá provado que eram lesões repetitivas”, afirma o diretor.
O conselheiro tutelar que acompanha o caso, Ricardson Dias, explicou na quinta-feira (31) que os irmãos da vítima (um menino e uma menina) foram acolhidos numa casa de permanência, por questões de segurança.
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