Apagar o passado nunca foi tão tecnológico. Se antes a solução para uma tatuagem mal pensada era um cover-up duvidoso ou um arrependimento vitalício, hoje a ciência oferece lasers potentes que, em várias (e doloridas) sessões, mandam aquela decisão de uma noite de bebedeira(ou um dia duvidoso) para o limbo.
A regra é clara: quanto mais escura a tinta, mais fácil a remoção. O preto sai com mais facilidade, enquanto cores vibrantes dão mais trabalho. Isso porque o laser precisa identificar e destruir o pigmento, um processo que parece sofisticado até você perceber que envolve calor, dor e paciência digna de monge budista. Thiago Cunha, dermatologista, explica: “O laser em picosegundos, especialmente nos comprimentos de onda 755 e 1064 nanômetros, é o mais eficaz. Mas não é milagre: são necessárias várias sessões, espaçadas por pelo menos um mês para evitar que sua pele declare guerra”.
Malu Barros, também dermatologista, reforça a importância da tecnologia: “O Kitsuite 1064 é o mais efetivo, mas dependendo da tinta, precisamos combinar outros métodos. E, claro, uma tatuagem nas costas inteiras não some na velocidade de um story do Instagram”.
No Brasil, a busca pela remoção de tatuagens está em alta. Motivos? Arrependimento, mudança de gosto ou aquele nome escrito no antebraço que agora só traz memórias de um(a) “ex” inesquecivelmente insuportável. A ironia é que, ao contrário do que diziam os poetas, algumas marcas no corpo são menos eternas do que o amor.
Se você está cogitando dar adeus à sua tattoo, prepare-se: o processo é eficaz, mas não indolor. E sim, sairá bem mais caro do que quando você decidiu tatuar aquela frase filosófica em latim sem ter certeza do significado. Boa sorte!
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