O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), faleceu nesta quarta-feira (26), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela Prefeitura da capital mineira. Ele estava internado desde 3 de janeiro no Hospital Mater Dei, onde tratava complicações respiratórias e sequelas de um câncer.
Em julho de 2023, Fuad revelou publicamente o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin e iniciou o tratamento oncológico enquanto mantinha sua rotina administrativa e articulava sua pré-candidatura à reeleição. Apesar de breve remissão anunciada em outubro, os efeitos colaterais do tratamento comprometeram sua saúde, levando a diversas internações nos últimos meses.
Fuad participou remotamente da diplomação e da posse, em 1º de janeiro, com a saúde já visivelmente debilitada. Seu vice, Álvaro Damião (União Brasil), leu o discurso de posse e agora assume oficialmente o comando da Prefeitura de Belo Horizonte.
Economista e servidor de carreira do Banco Central, Fuad acumulou passagens pela Casa Civil da Presidência durante o governo FHC e por diversas secretarias no governo de Minas Gerais. Assumiu a Prefeitura em 2022, após a saída de Alexandre Kalil, e foi eleito prefeito em outubro de 2024, tornando-se o político mais velho a conquistar o cargo na capital.
Durante sua gestão, Fuad priorizou obras contra enchentes, melhorias no transporte público e segurança viária. Em uma das suas falas mais emocionantes, declarou: “Estou aqui por muito amor a essa cidade e à sua gente”.
O prefeito deixa a esposa, Mônica, dois filhos e quatro netos. Ele é o segundo prefeito da história de Belo Horizonte a morrer durante o mandato — o primeiro foi Américo Rennê Giannetti, em 1954.
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