A Justiça da Paraíba, por meio da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, negou pela segunda vez o pedido de prisão domiciliar do médico Fernando Cunha Lima, acusado de pedofilia e estupro de vulnerável.
O pediatra, que está detido desde 7 de março em Abreu e Lima, Pernambuco, teve sua defesa contestada, que alegava a idade avançada e problemas de saúde como justificativa para o regime domiciliar.
A juíza Virgínia Gaudêncio, responsável pela decisão, afirmou que as comorbidades apresentadas podem ser tratadas adequadamente nas unidades prisionais da Paraíba. Ela também criticou o comportamento do médico enquanto estava foragido, destacando que suas limitações de saúde não o impediram de aproveitar momentos de lazer, como consumir sorvetes e cervejas.
Além disso, a magistrada determinou a transferência do acusado para uma unidade prisional em João Pessoa, considerando que os crimes ocorreram na capital paraibana.
A Gerência Executiva do Sistema Penitenciário da Paraíba já formalizou o pedido de transferência.
O caso do médico ganhou repercussão após denúncias de abuso sexual feitas por várias vítimas, incluindo a sobrinha do acusado, Gabriela Cunha Lima, que revelou ter sido abusada por ele na década de 1990.
Fernando Cunha Lima foi preso após quatro meses foragido, período em que foi incluído na lista da Interpol como um dos criminosos mais procurados da Paraíba.
A prisão preventiva do pediatra foi decretada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba em novembro de 2024, atendendo ao pedido do Ministério Público.
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