O ator Val Kilmer morreu aos 65 anos vítima de complicações de uma pneumonia, segundo informou sua filha, Mercedes Kilmer, ao jornal The New York Times. Nascido em 31 de dezembro de 1959, em Los Angeles, Kilmer deixou uma marca única no cinema, transitando entre papéis icônicos que desafiaram sua versatilidade.
Sua trajetória ganhou projeção internacional nos anos 1980, quando interpretou Iceman em “Top Gun” (1986), rival e contraponto do Maverick de Tom Cruise. A dinâmica entre os personagens fez do filme um clássico do cinema de ação. Nos anos seguintes, Kilmer daria vida a figuras marcantes, como Jim Morrison em “The Doors” (1991), uma interpretação que exigiu dele não apenas a caracterização física do vocalista da banda, mas a incorporação de seu espírito errante e transgressor. Em 1995, vestiu o manto do Cavaleiro das Trevas em “Batman Eternamente”, consolidando-se como um dos poucos atores a interpretar o icônico vigilante de Gotham.
A carreira de Kilmer sofreu um revés quando, em 2014, ele se afastou do cinema para tratar um câncer de garganta. A doença comprometeu sua voz, tornando a comunicação um desafio. Apesar das limitações, ele encontrou novas formas de expressão e, em 2021, voltou às telas em “Top Gun: Maverick”. Para a produção, sua voz foi recriada por meio de inteligência artificial, tecnologia que permitiu aos fãs reviverem o timbre característico do ator.
Em uma de suas últimas aparições públicas, em fevereiro deste ano, Kilmer publicou um vídeo em seu perfil no Instagram segurando uma máscara do Batman. Com a voz debilitada, mas a presença intacta, o ator demonstrava o afeto que mantinha por seus personagens e pelo público. Sua despedida deixa um rastro de interpretações emblemáticas e a lembrança de um artista que desafiou os limites da ficção e da realidade.
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