Escrever pode ser um ato solitário, mas também um convite ao caos. Em “Pele Fina”, filme do paraibano Arthur Lins, a dramaturga Luísa(Ingrid Trigueiro) se isola em uma praia para adaptar Psicose 4:48, da britânica Sarah Kane. Até aí, tudo bem. O problema começa quando a fronteira entre ficção e realidade decide tirar férias.
À medida que avança na adaptação, Luísa se vê atravessada pelas emoções da protagonista da peça. Quem está escrevendo quem? O que é criação e o que é delírio? Essas são perguntas que o filme lança sem pressa de responder, deixando o público à deriva nessa experiência intensa e, por vezes, perturbadora.
Depois de João Pessoa e Brasília, Pele Fina se prepara para pegar estrada rumo ao interior da Paraíba, onde será exibido seguido de debates. Uma chance para o público entrar na mente de Luísa – e, com sorte, sair dela.
Comente sobre o post