A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (5), para manter a prisão domiciliar de Padre Egídio de Carvalho Neto. O sacerdote é investigado como líder de um esquema de desvio de recursos milionários do Hospital Padre Zé, em João Pessoa.
Os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que rejeitou o recurso da defesa pedindo a revogação das medidas cautelares. Para a magistrada, a manutenção da prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos crimes e da possibilidade de continuidade dos atos ilícitos.
“Há periculosidade concreta do réu, que, segundo os autos, lideraria uma organização criminosa. A prisão se justifica para evitar novas práticas delituosas e assegurar o andamento das investigações”, afirmou Cármen Lúcia em seu voto.
A defesa do religioso havia recorrido contra a decisão anterior da ministra, de 14 de março, que já havia negado o pedido de liberdade.
Com os votos de Zanin e Moraes, o placar já é de 3 a 0 pela manutenção da prisão. Ainda restam os votos dos ministros Luiz Fux e Flávio Dino, que também compõem a Primeira Turma.
Padre Egídio está em prisão domiciliar desde abril de 2024, após passar por um procedimento médico. Ele responde por crimes como organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
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