No Brasil, a alegria de receber o salário muitas vezes dura menos de 48 horas. Levantamento da fintech Klavi revela que 42% dos trabalhadores gastam todo o dinheiro em até 36 horas, enquanto quase 1 em cada 5 não chega a completar um dia com saldo positivo. Para quem consegue segurar alguma quantia, ela raramente ultrapassa os R$ 100 depois desse período.
Bruno Chan, CEO da fintech, explica que o fenômeno não se resume à impulsividade: “Muitos usam o salário imediatamente para pagar contas, mas a pressão por crédito caro, como cheque especial e cartão, também contribui para que o dinheiro suma rápido”.
O estudo acompanhou 7,2 mil pessoas com dívidas ativas, mostrando que quase metade devia acima de R$ 1.000 e que apenas 3% tinham débitos abaixo de R$ 100. Com a Selic em 15%, o custo do crédito aumenta, intensificando o ciclo de endividamento. O Mapa da Inadimplência da Serasa indica que 77,8 milhões de brasileiros estão negativados, evidenciando que a gestão do salário é um desafio diário para grande parte da população.
Em um país onde o salário desaparece quase que instantaneamente, o equilíbrio financeiro se tornou um jogo de estratégia e sobrevivência.
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