Se você já se sentiu a estrela de um ataque de mosquitos enquanto os amigos saem ilesos, parabéns: você não é azarado, é irresistível. E não é magia, é química, o corpo humano pode ser, literalmente, um outdoor ambulante dizendo “venham me picar!”.
O primeiro convite é o dióxido de carbono que exalamos a cada respiração. Quanto mais rápido seu metabolismo, mais forte o sinal: é como se você estivesse emitindo luz de LED piscando “all inclusive”. Depois vem o ácido lático, que surge durante exercícios ou cãibras. É praticamente um anúncio em neon: “Buffet VIP, hoje só para especialistas!”.
Sua escolha de roupas é outro detalhe. Tecidos escuros aumentam o contraste com o ambiente, tornando você um alvo fácil. Roupas claras são como tentar se esconder atrás de uma cortina transparente: ajuda, mas não impede que eles te encontrem.
E se você acha que uma cervejinha ou uma corrida leve não faz diferença, enganou-se. Tanto o álcool quanto a atividade física aumentam a temperatura corporal e aproximam o sangue da superfície da pele, transformando você numa churrasqueira ambulante. Gravidez ou excesso de peso? Bem-vindo ao hall da fama dos irresistíveis.
O estilo de vida também entra no jogo: ficar sentado o dia todo, respirando devagar e mantendo a temperatura baixa é praticamente um disfarce de invisibilidade. Já quem corre atrás do tempo, come, bebe e transita com calor pelo corpo? Bingo! Os mosquitos têm seu endereço.
Mas antes que você pense que eles são apenas inconvenientes, lembre-se: esses pequenos fãs de sangue são transmissores de doenças graves, então ser popular entre eles não é exatamente um elogio. Ainda assim, há quem consiga rir da própria desgraça enquanto coça braços e pernas cheios de picadas.
Da próxima vez que se sentir o prato principal em qualquer churrasco, festa ou academia, saiba: não é pessoal, é bioquímica e a ciência está do lado deles. Alguns humanos nasceram para serem irresistíveis, e você parece ser um deles.
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