O Supremo Tribunal Federal(STF) deu sequência, nesta quarta-feira (26), à norma judicial que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado. A sessão teve início pontualmente às 9h50, e, como já se tornou tradição, a expectativa foi grande. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, abriu os trabalhos com a leitura de seu voto, imenso.
Neste ponto da trama, a questão que estava no jogo era simples: a denúncia da Procuradoria-Geral da República(PGR) teve fundamentos suficientes para transformar Bolsonaro e companhia em réus?
Moraes, com sua calma habitual, esclareceu que o momento não era de buscar absolvição ou implicações. Não, nada disso ainda. A questão era apenas garantir que os acusados soubessem exatamente pelo que estavam sendo processados. Afinal, é sempre bom deixar claro que uma tentativa de minar o Estado Democrático de Direito e instalar uma organização criminosa não é algo que se passe em branco. O ministro apontou que a denúncia da PGR foi bem formulada, com detalhes e contexto, e que a “organização criminosa” estava longe de ser um conceito vago — Bolsonaro estaria no centro dessa ação coordenada, tentando algo que lembra mais um plano de cinema do que um projeto de governança.
A acusação, como não poderia deixar de ser, descreveu uma organização “estável” que operava com uma certa destreza. Eles tiveram que manobrar para tentar acabar com a democracia, quem sabe porque acharam que “outro sistema” seria uma boa ideia. E lá estava Bolsonaro, mais uma vez, no epicentro da crise, jogando o jogo que parecia ter sido escrito por roteiristas de um reality show político. Só faltava o prêmio(?) no final.
Ao final da sessão, o que restou claro foi que o Brasil continua assistindo a um espetáculo, onde cada voto no STF parece mais uma reviravolta inesperada, digna de aplausos ou suspiros. Até o momento, Moraes já deixou evidente que vê elementos suficientes para transformar Bolsonaro e seus aliados em réus(o que já foi feito). Como a maioria acompanhou o relator, o ex-presidente enfrentará uma ação penal formal, onde, aí sim, resultará na batalha para decidir se será condenado ou absolvido. Enquanto isso, do lado de fora, Bolsonaro segue se dizendo perseguido, seus apoiadores falam em conspiração, e o país segue dividido entre os que querem vê-lo preso e os que insistem que tudo não passa de “ativismo jurídico/político”.
O que será que vem no próximo episódio?
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