A dividida que terminou com Jamal Musiala muito machucado gerou bem mais que uma substituição: provocou um terremoto entre Bayern e PSG, sacudindo até os códigos (não escritos) de boa convivência futebolística.
Tudo aconteceu durante o duelo entre Bayern de Munique e Paris Saint-Germain. Musiala, que retornava de lesão muscular e fazia sua reestreia como titular, tentou alcançar uma bola próxima da grande área. Donnarumma, sempre corpulento e rápido no gatilho, se atirou sobre a bola. E sobre a perna do alemão também. Resultado: fratura na fíbula e luxação no tornozelo esquerdo — imagem nada recomendável para os mais sensíveis.
A coisa azedou de vez no vestiário. Jogadores do Bayern foram até o PSG para cobrar pessoalmente um gesto de respeito do camisa 99. Nada de tapas nas costas: exigiram que o goleiro fosse até o vestiário bávaro dar as caras. Ética, disseram. Esporte, lembraram. O goleiro, segundo a rádio RMC Sport, foi. Só que chegou tarde: Musiala já havia sido levado ao hospital.
Ficou o zap. Donnarumma, ao menos, trocou mensagens com o jovem alemão pedindo desculpas e desejando boa recuperação — o que, convenhamos, é o mínimo quando você acidentalmente desmonta alguém como quem pisa num castelo de cartas.
O diagnóstico veio horas depois, pela voz do clube. Fratura confirmada. Cirurgia à vista. E um Bayern menos criativo em campo pelos próximos meses. Max Eberl, diretor esportivo da equipe, descreveu a situação como um baque emocional e esportivo. Afinal, perder Musiala — cerebral, veloz, inventivo — é como jogar xadrez sem a rainha. Dá pra seguir, mas complica bastante.
Resta ao Bayern torcer para que o talento de Musiala sobreviva ao bisturi e ao tempo. E que Donnarumma aprenda que, no futebol moderno, quem divide também precisa saber somar — nem que seja um pedido de desculpas na hora certa.
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