A rotina dos viajantes que passaram pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, nunca mais será a mesma. Íris Lettieri, a locutora que se tornou parte da memória afetiva de quem embarcava e desembarcava no Galeão, morreu nesta quinta-feira (28), aos 84 anos, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.
Dois dias após completar aniversário, Íris sofreu um infarto fulminante em casa. Segundo relato do marido, ela estava internada por complicações decorrentes da diabetes e havia recebido alta médica na véspera. O velório será nesta sexta-feira (29), a partir das 12h45, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói.
A voz de Íris, suave e firme, marcou décadas de embarques desde os anos 1970 no Galeão, mas também alcançou outros aeroportos do país, como o de Guarulhos, em São Paulo. Carioca, ela construiu uma carreira multifacetada, passando também por experiências como atriz, modelo e cantora. Nos últimos anos, tornou-se ainda mais conhecida por integrar o cotidiano de quem circula pelo BRT no Rio de Janeiro, com os avisos gravados em seu timbre inconfundível.
Sua morte encerra uma trajetória profissional que atravessou gerações e deixou registrada, em alto-falantes e na memória coletiva, uma das vozes mais icônicas do Brasil.
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