O Centro Cultural São Francisco se transformou, na noite desta sexta-feira (29), em um palco onde a arte clássica se encontrou com o entusiasmo da cidade. A Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa subiu ao palco sob a regência do maestro chileno Carlos Dourthé, em um concerto que marcou o encerramento do 8º Festival Internacional de Música de Câmara da UFPB.
O festival, coordenado pelo professor Felipe Aquino, contou com a participação de músicos internacionais e nacionais, elevando ainda mais o nível artístico. “Essa edição foi, sem dúvida, a mais intensa até hoje. Encerramos com alegria e já sonhando com a próxima edição”, destacou Aquino.
Carlos Dourthé, nascido em Santiago e radicado na França há mais de quatro décadas, não poupou elogios à Orquestra de João Pessoa. “É a primeira vez que visito a cidade e fiquei encantado com o comprometimento e a qualidade dos músicos. Foi uma semana de muito trabalho e este concerto é a recompensa de todos nós”, disse.
O concerto trouxe emoções intensas. A abertura foi com Rondó Capriccioso, de Camille Saint-Saëns, interpretada pelo violino virtuoso de Cármelo de Los Santos, professor no Novo México, EUA. Na sequência, o concerto nº 1 para violoncelo de Shostakovich provocou reflexões sobre medo, opressão e a própria história do compositor. Para fechar, a 1ª Sinfonia de Beethoven envolveu todos com sua massa sonora poderosa e surpreendente.
Mais que uma apresentação, a noite foi um encontro de talentos, emoção e aprendizado, mostrando que João Pessoa sabe como celebrar a música clássica e criar experiências culturais que ficam na memória do público.
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