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Mais da metade das vítimas de mortes violentas no Brasil havia consumido drogas ou álcool antes de morrer

O perfil dos casos mostra que a maioria dos mortos eram homens (cerca de 90%) e 56% tinham 30 anos ou mais

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
25/05/2026 às 19h05
Mais da metade das vítimas de mortes violentas no Brasil havia consumido drogas ou álcool antes de morrer

Um levantamento inédito conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revela que mais da metade das pessoas vítimas de mortes violentas no Brasil testaram positivo para álcool ou substâncias psicoativas antes do óbito.

A conclusão faz parte de uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Toxics, com base em análises toxicológicas de 3.577 casos em quatro capitais brasileiras, Belém, Recife, Vitória e Curitiba, representando diferentes regiões do país.

De acordo com o estudo, 53% das vítimas tinham alguma substância no organismo, com destaque para cocaína e álcool. O perfil dos casos mostra que a maioria dos mortos eram homens (cerca de 90%) e 56% tinham 30 anos ou mais.

Segundo os pesquisadores, os dados indicam que substâncias psicoativas estão presentes em grande parte das ocorrências de homicídios, acidentes de trânsito e suicídios no Brasil, mas a pesquisa não estabelece relação direta de causalidade, ou seja, o consumo não necessariamente foi a causa dos eventos violentos.

Principais achados do estudo
Homicídios foram a causa dominante, representando cerca de 67% das mortes violentas.
Cocaína foi a substância mais detectada em homicídios, enquanto álcool foi predominante em mortes no trânsito.
Medicamentos psicoativos, como benzodiazepínicos, foram mais comuns em casos de suicídio.
No recorte regional, Belém e Vitória apresentaram maior presença de drogas ilícitas, ao passo que Recife e Curitiba destacaram o álcool.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo expandiu o entendimento sobre a relação entre uso de substâncias e mortalidade violenta no Brasil, propondo que os resultados sejam considerados na formulação de políticas públicas mais eficazes de prevenção, saúde e segurança pública.

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