
A investigação que levou à prisão do delegado Braz Morroni e de outros dois agentes da Polícia Civil da Paraíba contou com a análise de mais de 40 mil áudios trocados entre os suspeitos. A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Jean Nunes.
De acordo com o secretário, a apuração foi conduzida ao longo de mais de um ano e envolveu o trabalho conjunto da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O material analisado foi fundamental para reunir provas e identificar a atuação do grupo investigado.
Segundo Jean Nunes, o caso é considerado grave por envolver agentes de segurança pública suspeitos de colaborar com integrantes de uma facção criminosa. A suspeita é de que drogas apreendidas em operações fossem desviadas e posteriormente recolocadas em circulação.
As investigações tiveram início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante que afirmou que entorpecentes apreendidos haviam sido desviados por policiais. Ao longo da apuração, foram reunidos indícios de que o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 10 milhões em vendas ilegais durante os últimos quatro anos.
Além dos três policiais, a Operação Perfídus também teve como alvo outros suspeitos apontados como integrantes de uma organização criminosa. Dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça, oito foram cumpridos durante a ação.