
As investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba apontam que policiais civis presos na Operação Perfídus teriam atuado em diversas frentes para favorecer integrantes de organizações criminosas. Segundo as apurações, além de negociarem drogas com traficantes, os investigados também seriam responsáveis pelo desvio de entorpecentes apreendidos em operações policiais e pelo repasse de informações sigilosas que ajudavam criminosos a escapar da atuação das forças de segurança.
Entre os alvos da investigação estão os investigadores Everton Aires, conhecido como "Bomba", Eduardo Jorge Ferreira, o "Mão Branca", e o delegado Brás Morroni, além de outros suspeitos apontados como integrantes do esquema.
De acordo com os investigadores, o grupo mantinha uma relação próxima com traficantes e utilizava drogas apreendidas pela própria polícia como fonte de abastecimento para o tráfico. As apurações indicam que parte dos entorpecentes que estavam sob custódia da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), em João Pessoa, era desviada e revendida ilegalmente.
Áudios obtidos durante a investigação reforçam as suspeitas. Em conversas interceptadas, os investigados discutem a quantidade de drogas armazenadas na delegacia e tratam da necessidade de acelerar a comercialização do material.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, as negociações envolviam substâncias como cocaína, crack e skank. O material reunido durante a investigação serviu de base para a operação que resultou nas prisões e no avanço das apurações sobre a suposta organização criminosa.