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Operação da PF mira esquema de prostituição, tráfico humano e trabalho análogo à escravidão na Paraíba

As investigações também apontam que havia uma espécie de rotatividade das mulheres entre unidades espalhadas pelos três estados nordestinos.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
10/06/2026 às 08h08
Operação da PF mira esquema de prostituição, tráfico humano e trabalho análogo à escravidão na Paraíba

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Donos da Noite, que investiga uma suposta rede interestadual de tráfico sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade e exploração em condições análogas à escravidão.

A ação acontece em conjunto com o Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuaria em estabelecimentos localizados na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, utilizados para exploração sexual de mulheres.

De acordo com a apuração, as vítimas seriam submetidas a mecanismos de controle como imposição de dívidas, metas de consumo, multas e outras formas de dependência financeira.

As investigações também apontam que havia uma espécie de rotatividade das mulheres entre unidades espalhadas pelos três estados nordestinos.

Durante a operação, equipes cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, além de realizarem fiscalizações nos locais investigados para identificar possíveis vítimas e realizar eventuais resgates.

A investigação teve início após representação encaminhada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, na Paraíba. O caso posteriormente passou a ser conduzido pela Polícia Federal.

Os agentes buscam apreender celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam comprovar os crimes investigados e ajudar no rastreamento do dinheiro movimentado pelo esquema.

Participam da operação policiais federais, procuradores da República, procuradores do Trabalho e auditores fiscais.

Os investigados poderão responder por crimes como tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, exploração sexual, rufianismo e manutenção de casa de prostituição, além de outros delitos que possam surgir ao longo das investigações.

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