
A Justiça Federal na Paraíba prorrogou por mais 60 dias o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, investigado por suposta participação em um esquema de fraudes em concursos públicos.
A decisão também mantém afastado, pelo mesmo período, o agente da Polícia Civil de Alagoas Eudson Oliveira de Matos. Ele está preso cautelarmente.
A prorrogação foi determinada pela 16ª Vara Federal da Paraíba, após pedido do Ministério Público Federal (MPF). O órgão argumentou que a medida é necessária para evitar possíveis interferências no andamento das investigações.
Segundo o MPF, ainda há diligências pendentes no caso, incluindo a perícia em um aparelho celular apreendido na cela do agente investigado. Durante busca no local, também foram encontrados uma televisão com acesso à internet e um celular.
As investigações são desdobramentos das operações Última Fase, Concorrência Simulada e Loki, que apuram a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos de alta concorrência em diferentes estados.
De acordo com a apuração, o grupo teria utilizado métodos como pontos eletrônicos, envio de respostas em tempo real, uso de pessoas para realizar provas no lugar de candidatos e possível vazamento de informações sigilosas de operações policiais.
A Justiça destacou que o afastamento cautelar não representa antecipação de condenação, mas uma medida para proteger o andamento da investigação.
O delegado Gustavo Xavier está afastado da função de delegado-geral, mas permanece no exercício do cargo de origem como delegado da Polícia Civil. O caso segue em investigação.