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PF apura contratos suspeitos que movimentaram R$ 3,8 milhões em recursos públicos na Paraíba

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em Pernambuco e um na Paraíba.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
18/06/2026 às 09h04
PF apura contratos suspeitos que movimentaram R$ 3,8 milhões em recursos públicos na Paraíba

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Infesto, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em Pernambuco e um na Paraíba.

A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a atuação de um grupo suspeito de utilizar contratos firmados com órgãos públicos para desviar recursos e ocultar a origem dos valores obtidos.

Segundo a Polícia Federal, as apurações tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica da empresa investigada. Os investigadores também detectaram saques frequentes em espécie e transferências para diversas pessoas físicas, levantando suspeitas sobre o destino dos recursos.

De acordo com a PF, a empresa recebeu aproximadamente R$ 3,8 milhões entre os anos de 2020 e 2024 por meio de contratos celebrados com três municípios pernambucanos. Desse montante, cerca de R$ 2,3 milhões eram provenientes de verbas federais.

As investigações apontam ainda que parte dos valores recebidos teria sido transferida para familiares da sócia da empresa e para terceiros, numa suposta tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro. Também foram identificados indícios de repasses financeiros a um agente público durante a execução dos contratos, o que pode configurar pagamento de vantagem indevida.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscaram apreender documentos, aparelhos eletrônicos, celulares e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

A Polícia Federal informou que os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, dependendo dos resultados das investigações.

Até o momento, a corporação não informou em qual município paraibano foi cumprido o mandado de busca e apreensão.

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