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Caso “Bomba”: áudios indicam rota de drogas do Acre e divisão entre facções na Paraíba

Entre os áudios analisados, um dos principais registros é de 12 de novembro de 2025, data em que o investigado recebeu R$ 62 mil.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
01/07/2026 às 12h57
Caso “Bomba”: áudios indicam rota de drogas do Acre e divisão entre facções na Paraíba

A investigação que apura suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e que já levou à prisão do delegado Braz Morroni, de dois agentes da Polícia Civil e outros sete investigados, passou a reunir novos elementos. Entre eles estão mais de 40 mil áudios analisados, que trazem conversas atribuídas ao policial civil Everton Aires, conhecido como “Bomba”. Os diálogos indicam que drogas comercializadas na Paraíba teriam origem no estado do Acre e seriam distribuídas com divisão entre facções criminosas.

De acordo com os investigadores, Everton Rychelyson da Silva Aires, apontado como um dos principais articuladores do esquema, teria recebido R$ 198.950 em depósitos em espécie, feitos sem identificação dos depositantes, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. O volume e o padrão das transações chamaram a atenção da equipe responsável pelo caso, que passou a cruzar os dados financeiros com o material apreendido em dispositivos eletrônicos.

Entre os áudios analisados, um dos principais registros é de 12 de novembro de 2025, data em que o investigado recebeu R$ 62 mil em depósitos sem identificação. No mesmo dia, ele aparece em conversa com um suposto traficante identificado como José Alexandrino de Lira Júnior.

No diálogo, Everton relata que a droga teria sido enviada a partir do Acre, com participação de uma facção criminosa citada como “Família do Norte”. Segundo ele, ao chegar à Paraíba, os entorpecentes recebiam embalagens diferentes conforme o grupo responsável pela distribuição. Ele menciona que a substância chegava em embalagens transparentes e que, posteriormente, era reembalada com fitas de cores distintas, de acordo com a facção destinatária.

Em outros trechos, o policial afirma ter repassado drogas a um indivíduo identificado como “Dudu” e relata ainda que parte do material teria sido entregue a informantes, com pagamento feito por meio da própria droga apreendida.

As conversas também apontam suposta orientação para que parte dos entorpecentes fosse escondida e armazenada até um momento estratégico de escassez no mercado ilegal, com o objetivo de influenciar o valor de venda. Em um dos áudios, Everton sugere que a estratégia precisaria ser alinhada com outros envolvidos, incluindo o delegado já preso no âmbito da investigação.

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