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Cagepa é autuada após tragédia que matou idosa e destruiu imóveis em Campina Grande

O desastre aconteceu em novembro de 2025, e a autuação foi oficializada nesta sexta-feira (17).

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
17/07/2026 às 10h50
Cagepa é autuada após tragédia que matou idosa e destruiu imóveis em Campina Grande

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) foi autuada pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do MP-Procon, em razão do rompimento de um reservatório de água que provocou a morte de uma idosa e causou destruição no bairro da Prata, em Campina Grande. O desastre aconteceu em novembro de 2025, e a autuação foi oficializada nesta sexta-feira (17).

De acordo com o MP-Procon, a empresa foi enquadrada por suposta violação das normas de segurança previstas no Código de Defesa do Consumidor. A Cagepa foi intimada e terá o prazo de dez dias úteis para apresentar defesa. Ao final do processo administrativo, poderá ser aplicada multa, com os recursos destinados ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor.

O reservatório que rompeu foi construído na década de 1960, em estrutura de concreto, e possuía capacidade para armazenar aproximadamente dois milhões de litros de água. Com o colapso, uma enxurrada de grande intensidade atingiu residências, estabelecimentos comerciais e veículos.

A principal vítima foi Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, de 62 anos, que era portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e permanecia acamada. Ela não conseguiu deixar a residência a tempo e morreu durante a tragédia. O filho da vítima ainda tentou socorrê-la após ouvir o estrondo do rompimento, mas a encontrou já sem vida.

Segundo o Ministério Público, o rompimento provocou o desabamento de três casas, destruiu completamente três estabelecimentos comerciais, causou danos estruturais em mais de 20 imóveis e arrastou diversos veículos. O incidente também interrompeu o abastecimento de água em cerca de 40 bairros de Campina Grande e nos municípios de Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.

O relatório final da Polícia Civil concluiu que o colapso foi provocado por falhas no projeto original e na execução da estrutura, agravadas pela deterioração do solo que sustentava o reservatório.

A investigação também apontou que uma inspeção realizada pela Cagepa cerca de seis meses antes do acidente não identificou os problemas estruturais existentes, deixando de detectar sinais de desgaste e o risco iminente de rompimento da estrutura.

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