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CRM-PB interdita urgência pediátrica do HU de Cajazeiras

CRM-PB interdita urgência pediátrica do HU de Cajazeiras

Por: Luanja Dantas
10/05/2022 às 13h07 Atualizada em 10/05/2022 às 16h07
CRM-PB interdita urgência pediátrica do HU de Cajazeiras
Foto: Reprodução

Na segunda-feira (9), o setor de urgência e emergência pediátrica do Hospital Universitário Júlio Bandeira, em Cajazeiras, foi interditado por fiscais do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). A fiscalização aconteceu no turno da tarde, depois que foi constatado déficit de médicos pediatras e falta de assistência médica continuada.

De acordo com Bruno Leandro de Souza, diretor de fiscalização do CRM, o setor deve funcionar “24 horas por dia, sete dias por semana, sem interrupção”. Mas isso, segundo ele, não vem acontecendo em vários momentos ao longo de uma semana.

“A assistência estava prejudicada. Não houve outra alternativa que não fosse a interdição ética”, explicou, destacando que é preciso discutir a contratação emergencial de profissionais que possam fazer o atendimento de uma forma eficiente e eficaz.

Com a interdição, os pacientes que precisarem de atendimento médico de urgência e emergência na pediatria devem procurar outros hospitais da região.

Por meio de nota, o HU de Cajazeiras explicou que tem mantido diálogo com autoridades dos municípios que compreendem a região polarizada por Cajazeiras, a fim de encontrar a melhor solução para os problemas que interferem no atendimento pediátrico na região. O hospital explicou que já realizou a convocação de quase mil pediatras apenas no último concurso, não tendo contudo obtido sucesso no preenchimento de todas as vagas.

A nota diz ainda que a ausência de estrutura para atendimento de urgência e emergência de pediatria pelo município, como uma UPA, levou o hospital a dedicar cerca de 80% de seus atendimentos à atenção primária, de baixa complexidade. Este índice, de acordo com a unidade, demonstra que a unidade de pronto atendimento do HU vem sendo utilizado de forma equivocada pela rede de saúde local, como uma extensão indevida da atenção primária.

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