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TJ suspende licença de habitação de empreendimento “Way” na Orla de João Pessa por risco ambiental

TJ suspende licença de habitação de empreendimento “Way” na Orla de João Pessa por risco ambiental

Por: Luanja Dantas
28/08/2024 às 07h10 Atualizada em 28/08/2024 às 10h10
TJ suspende licença de habitação de empreendimento “Way” na Orla de João Pessa por risco ambiental
Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça da Paraíba deferiu o pedido de contracautela feito pelo Ministério Público do Estado (MPPB) e determinou a suspensão da Licença de Habitação (Habite-se) do empreendimento “Way”, da Construtora Cobran Ltda. A decisão suspende os efeitos de uma tutela provisória de urgência, concedida pela 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, que autorizava a emissão da licença. A decisão é do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba João Benedito da Silva. O Ministério Público argumentou que o empreendimento ultrapassa o limite de altura estabelecido pela Lei Complementar nº 166/2024, que regula o zoneamento, uso e ocupação do solo na capital, especialmente em áreas sensíveis como a orla marítima. A decisão que concedeu a licença foi vista como uma ameaça à ordem pública e ao meio ambiente, uma vez que contraria normas urbanísticas essenciais para o desenvolvimento sustentável da cidade. O processo também destacou a importância de aplicar os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, evitando que interesses privados sobreponham-se ao bem comum e à proteção ambiental. A Lei Complementar nº 166/2024 é central nesse contexto, pois visa preservar o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida dos habitantes. Além de suspender a licença até o trânsito em julgado da ação, o Tribunal determinou que, caso o Habite-se já tivesse sido expedido, a Prefeitura de João Pessoa deveria proceder à sua anulação imediata. A decisão foi comunicada com urgência ao juízo de primeiro grau, evidenciando a gravidade e a complexidade do litígio. Esta não é a primeira decisão nesse sentido. O MPPB tem se posicionado firmemente contra o que considera ser uma concessão irregular da licença, destacando a necessidade de respeito às normas urbanísticas para garantir um crescimento ordenado e sustentável na cidade. Confira o documento:
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