24°C 31°C
João Pessoa, PB
Publicidade

STF vai julgar recurso que pode barrar terceiro mandato de Dinho na presidência da Câmara de João Pessoa

STF vai julgar recurso que pode barrar terceiro mandato de Dinho na presidência da Câmara de João Pessoa

Por: Luanja Dantas
21/03/2025 às 10h01 Atualizada em 21/03/2025 às 13h01

A estabilidade política do vereador Dinho Dowsley (Avante) à frente da Câmara Municipal de João Pessoa pode estar com os dias contados. Depois de garantir, por decisão individual do ministro Flávio Dino, o direito de exercer seu terceiro mandato consecutivo como presidente da Casa Napoleão Laureano, Dinho terá seu caso reavaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento está marcado para o dia 28 de março, de forma virtual, na Primeira Turma do STF. Em pauta, um agravo regimental apresentado pelo diretório nacional do PDT, que contesta a decisão que garantiu a permanência de Dinho no cargo. A ação é movida pelo advogado paraibano Rui Galdino, em nome do partido.

O ponto central da disputa é a interpretação do STF sobre a legalidade de terceiros mandatos consecutivos nas presidências de câmaras legislativas. A Corte já considerou esse tipo de reeleição inconstitucional. No entanto, também definiu um marco temporal: a contagem dos mandatos só valeria a partir de 7 de janeiro de 2021.

Dinho foi eleito presidente da Câmara pela primeira vez em 1º de janeiro de 2021. Com isso, seu primeiro mandato estaria fora da contagem, e a eleição para o terceiro mandato seria considerada, na prática, apenas a segunda consecutiva — tese que embasou a decisão favorável de Flávio Dino.

No entanto, o PDT argumenta que essa interpretação não é unânime dentro do STF. Em julgamentos semelhantes, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Alexandre de Moraes desconsideraram o marco temporal e barraram reeleições para terceiros mandatos mesmo quando os presidentes foram eleitos antes da data definida.

Agora, o caso de Dinho será analisado por um grupo de cinco ministros: além de Flávio Dino, que já se posicionou a favor do vereador, integram a Primeira Turma os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia — dois deles já votaram contra a tese do marco temporal em outras ocasiões.

Ou seja, o julgamento pode reverter a decisão anterior e forçar Dinho a deixar o cargo, caso a maioria da turma entenda que sua reeleição fere a Constituição. Até lá, o vereador segue no comando da Câmara Municipal, mas com a atenção voltada para Brasília, onde seu futuro político será decidido.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários