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Ancelotti é condenado por fraude fiscal na Espanha, mas não deve cumprir pena em regime fechado

Ancelotti é condenado por fraude fiscal na Espanha, mas não deve cumprir pena em regime fechado

Por: Hermano Araruna
09/07/2025 às 14h02 Atualizada em 09/07/2025 às 17h02
Ancelotti é condenado por fraude fiscal na Espanha, mas não deve cumprir pena em regime fechado
Foto: Reprodução
Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira e um dos nomes mais respeitados do futebol mundial, foi condenado nesta quarta-feira (9) a um ano de prisão por fraude fiscal na Espanha. A sentença foi divulgada pelo tribunal de Madri, que responsabilizou o treinador por não declarar receitas relativas a direitos de imagem durante o ano de 2014, quando dirigia o Real Madrid. A acusação envolve cerca de 1 milhão de euros supostamente omitidos do fisco espanhol. Embora o Ministério Público tenha inicialmente pedido quase cinco anos de reclusão, a pena fixada pela Justiça ficou restrita a 12 meses — o que, segundo as leis da Espanha, dificilmente resultará em prisão, especialmente por se tratar de um réu primário e por se tratar de crime não violento. O tribunal absolveu Ancelotti de outra acusação semelhante referente ao ano de 2015, alegando falta de provas de que ele tenha mantido residência fiscal na Espanha naquele período. Após deixar o Real Madrid em maio de 2015, o italiano mudou-se para Londres, onde passou a comandar o Chelsea. Procurado pela imprensa no início deste ano, quando a denúncia foi formalizada, Ancelotti se mostrou confiante: “Tenho total confiança na Justiça. Não estou preocupado, mas é claro que ser acusado de fraude incomoda. Acredito que tudo será resolvido”, disse, à época. A condenação, embora simbólica do ponto de vista punitivo, reacende o debate sobre o sistema tributário que envolve os contratos milionários de técnicos e atletas na Europa, principalmente em relação aos lucros com direitos de imagem, que muitas vezes passam por estruturas jurídicas complexas e suscetíveis a interpretações controversas pelas autoridades fiscais. Apesar da decisão judicial, Ancelotti continua exercendo normalmente sua função à frente da Seleção Brasileira, com contrato em vigor até a Copa do Mundo de 2026. A CBF não se pronunciou oficialmente sobre o caso até o momento. Nos bastidores, o sentimento é de que o episódio não deve interferir diretamente no trabalho do treinador com a equipe nacional, mas traz um certo desconforto à imagem de um profissional até então pouco associado a polêmicas fora das quatro linhas. Ancelotti, conhecido pelo estilo sereno e discreto, deve enfrentar agora uma temporada em que precisará administrar não só a reconstrução da seleção, mas também a pressão dos holofotes jurídicos — ironicamente, vindos de fora do campo.
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