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Canetas injetáveis produzidas no Brasil chegam às farmácias para tratar obesidade e diabetes

Canetas injetáveis produzidas no Brasil chegam às farmácias para tratar obesidade e diabetes

Por: Hermano Araruna
04/08/2025 às 13h46 Atualizada em 04/08/2025 às 16h46
Canetas injetáveis produzidas no Brasil chegam às farmácias para tratar obesidade e diabetes
Foto: Reprodução

A partir desta segunda-feira (4), chegam ao mercado brasileiro as primeiras canetas injetáveis contra obesidade fabricadas integralmente no país. Batizado de Olire, o novo medicamento tem como base a substância liraglutida e é produzido pela farmacêutica nacional EMS, que também lançou simultaneamente o Lirux, voltado para o controle do diabetes tipo 2.

Ambos os produtos representam um marco na indústria farmacêutica brasileira: são os primeiros análogos de GLP-1 desenvolvidos e produzidos em território nacional, voltados para condições de alta prevalência na população. A autorização da Anvisa foi concedida no fim de dezembro, posicionando a EMS como a primeira empresa brasileira a ingressar nesse nicho global de medicamentos biotecnológicos.

Os preços iniciais devem partir de R$ 307,26, com promessa de serem entre 10% e 20% mais baratos que os concorrentes internacionais. A previsão da empresa é fabricar 200 mil unidades das duas canetas ainda em 2025. Em um ano, esse número deve ultrapassar 500 mil.

A ação da liraglutida — princípio ativo presente nos dois medicamentos — está ligada à regulação do apetite e à melhora de fatores de risco cardiovascular. No caso do Olire, o foco é o tratamento da obesidade. Já o Lirux é indicado para quem vive com diabetes tipo 2. Ambos devem ser administrados diariamente, por via subcutânea, preferencialmente no abdômen, coxa ou braço.

Embora não sejam classificados como genéricos, os medicamentos são alternativas nacionais a produtos como Saxenda e Victoza (também baseados em liraglutida), e prometem ampliar o acesso às terapias com GLP-1 — uma classe de medicamentos que age imitando hormônios intestinais e promovendo saciedade.

A EMS também planeja lançar, a partir de 2026, canetas com semaglutida, outro análogo de GLP-1 usado com frequência no controle do peso e do diabetes. A substância está presente em medicamentos populares como Ozempic e Wegovy, e sua patente expira no Brasil no próximo ano.

A empresa ressalta, no entanto, que o uso desses medicamentos exige prescrição médica e acompanhamento profissional, já que os efeitos, embora eficazes, devem estar inseridos em uma abordagem multidisciplinar — que envolva mudanças de hábitos e monitoramento constante da saúde.

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