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Lei que libera entrada de comidas e bebidas em eventos gera polêmica na Paraíba e produtores ameaçam cancelar shows

Produtores estudam ir à Justiça contra lei que permite entrada com comidas e bebidas em eventos

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
13/11/2025 às 13h39
Lei que libera entrada de comidas e bebidas em eventos gera polêmica na Paraíba e produtores ameaçam cancelar shows

A nova lei que permite a entrada de pessoas com bebidas e alimentos em eventos na Paraíba tem causado grande repercussão entre produtores culturais e organizadores de shows.

A medida, sancionada pelo governador João Azevêdo (PSB), permite o acesso de consumidores com comidas e bebidas a cinemas, teatros, estádios, arenas e parques de diversão em todo o estado.

Em entrevista ao ParaíbaOn, o presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori, criticou a legislação e afirmou que a categoria vê a medida como “uma afronta à iniciativa privada” e “uma tentativa de interferência do governo no livre mercado”.

“A categoria entende que não há relação entre o que está previsto na lei e o problema que ela tenta resolver. Essa é uma decisão que cabe à iniciativa privada, não ao Estado”, afirmou Doreni.

Segundo o presidente da Abrape, a justificativa do autor da lei, deputado Taciano Diniz (União), que argumentou que a medida combate a venda casada e os altos preços nos eventos, não se sustenta.

Os produtores de eventos alertam que a nova lei pode trazer impactos negativos para a economia da Paraíba, resultando em cancelamentos de shows e festivais.

“O estado vinha tentando ampliar o número de eventos, mas agora pode ocorrer o contrário. Sem viabilidade financeira, muitos eventos serão cancelados, e quem perde é o público”, completou Doreni.

Após a sanção, produtores confirmaram o cancelamento de alguns eventos em João Pessoa e Campina Grande. Há, inclusive, a possibilidade de suspensão de festivais de verão na capital.

A categoria pretende dialogar com o governador e deputados estaduais para tentar reverter a lei. Caso não haja mudanças, a Abrape planeja recorrer à Justiça.

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