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Quatro cursos de Medicina na Paraíba são punidos após nota baixa no Enamed

Na Paraíba, além dos quatro cursos punidos, há dois cursos com nota 3, considerada regular, e três cursos com nota 4, conceito classificado como bom

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
22/01/2026 às 09h18
Quatro cursos de Medicina na Paraíba são punidos após nota baixa no Enamed

Quatro cursos de Medicina com atuação na Paraíba vão sofrer punições após obterem avaliação insuficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com o Inep, as instituições receberam nota 2, em uma escala que vai de 1 a 5, resultado considerado insatisfatório. Como penalidade, os cursos terão redução no número de vagas para ingresso de novos estudantes, além de restrições no acesso ao Fies.

O Enamed é aplicado anualmente com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes de Medicina e a qualidade da formação oferecida pelas instituições de ensino superior. Cursos que obtêm notas 1 ou 2 são enquadrados como insatisfatórios e ficam sujeitos a sanções administrativas.

Na Paraíba, além dos quatro cursos punidos, há dois cursos com nota 3, considerada regular, e três cursos com nota 4, conceito classificado como bom.

Antes da divulgação oficial dos resultados, uma entidade que representa universidades privadas entrou com uma ação judicial para tentar barrar a publicação dos dados, mas o pedido foi negado pela Justiça. Em todo o país, mais de 100 cursos de Medicina tiveram avaliação insatisfatória. Dos 351 cursos avaliados, cerca de 30% ficaram nas faixas 1 e 2.

Os melhores desempenhos no Enamed, com conceitos 4 e 5, ficaram concentrados principalmente em universidades públicas federais e estaduais.

Uma das instituições afirmou que mais de 70% dos estudantes atingiram a proficiência na prova, correspondente ao conceito 3, e declarou que acredita na retificação dos dados divulgados. As demais universidades não se manifestaram até a última atualização desta reportagem.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições terão prazo para apresentar defesa. Ele destacou que o objetivo da avaliação é garantir a qualidade do ensino médico e proteger a população atendida por esses profissionais no futuro.

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