
Uma operação conjunta entre as polícias civis da Paraíba e do Rio Grande do Norte foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) para combater uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e outros crimes.
Batizada de Operação Stone, a ação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão nas cidades de Queimadas, Campina Grande, Esperança, Pedra Lavrada e João Pessoa, na Paraíba, além da praia de Pipa, no município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2023 e apontam que o grupo criminoso era liderado por um detento da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa. Mesmo preso, ele continuaria comandando o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas de fogo e crimes patrimoniais na região de Campina Grande e Queimadas.
Cerca de 80 policiais civis participaram da operação. Além dos mandados, houve o bloqueio judicial de contas bancárias de 15 investigados, apreensão de seis armas de fogo e de um veículo.
Ainda de acordo com as investigações, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 45 milhões somente em 2024. Um dos investigados, que atua como mototaxista, teria movimentado cerca de R$ 1 milhão e tentou quebrar o próprio celular durante a ação policial.
Entre os alvos estão uma funcionária da Prefeitura de Queimadas, um policial militar e um advogado. A funcionária, segundo a polícia, é esposa do detento apontado como líder do grupo. O PM é investigado por suposta colaboração com a organização criminosa.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos.