
A Justiça da Paraíba determinou que uma empresa de transporte por aplicativo pague uma indenização de R$ 15 mil a uma líder religiosa que teve uma corrida cancelada por um motorista após ele perceber que o local de partida era um terreiro de candomblé.
Segundo o processo, a mulher pediu uma corrida pelo aplicativo, mas o motorista desistiu da viagem depois de enviar uma mensagem considerada discriminatória no chat da plataforma.
Na mensagem, o condutor escreveu: “Sangue de Cristo tem poder… quem vai é outro… tô fora”, deixando claro que não faria o transporte.
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que houve discriminação religiosa e que a empresa também tem responsabilidade pela atitude do motorista que trabalha na plataforma.
A decisão destacou ainda que religiões de matriz africana historicamente enfrentam preconceito e que situações como essa precisam ser combatidas