24°C 32°C
João Pessoa, PB
Publicidade

Conta de luz deve subir em média 8% no Brasil em 2026

A estimativa da agência é que a tarifa de energia elétrica no Brasil tenha alta média de 8% em 2026.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
17/03/2026 às 15h06 Atualizada em 17/03/2026 às 15h11
Conta de luz deve subir em média 8% no Brasil em 2026

Os primeiros reajustes na conta de luz aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026 indicam aumento significativo para os consumidores ao longo do ano. A estimativa da agência é que a tarifa de energia elétrica no Brasil tenha alta média de 8% em 2026, índice mais que o dobro da inflação projetada.

Entre os reajustes já autorizados, o maior aumento ocorreu em Roraima, com alta média de 23,2%. No Rio de Janeiro, o reajuste foi de 14,2% para consumidores atendidos pela Enel e de 6,9% para clientes da Light.

Segundo a Aneel, cerca de metade do aumento nas tarifas está relacionada ao crescimento do custo dos subsídios cobrados na conta de luz. Esses recursos são arrecadados por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo que financia políticas públicas do setor elétrico e que deve custar cerca de R$ 52 bilhões aos brasileiros em 2026.

Entre os destinos desses recursos estão incentivos a fontes de energia renovável e programas sociais, como a isenção da conta de energia para famílias de baixa renda, medida aprovada pelo Congresso Nacional em 2025.

Outro fator que deve pressionar as tarifas é o aumento no custo de geração de energia, influenciado pela previsão de maior uso de usinas termelétricas para compensar períodos de menor volume de chuvas.

Também pesa no cálculo das tarifas a mudança no modelo de comercialização de energia das hidrelétricas da antiga Eletrobras, privatizada em 2022. A legislação estabeleceu um período de transição em que a energia vendida a preços antigos será reduzida gradualmente até 2027, quando passará a ser comercializada totalmente a preços de mercado.

Nos reajustes já anunciados, os subsídios tiveram impacto significativo. Em Roraima e na área atendida pela Enel, por exemplo, eles representaram cerca de metade do aumento da tarifa. Já na área da Light, houve aumento de 7,6% nesses custos, mas o impacto foi parcialmente compensado por reduções em outros componentes da tarifa.

O governo federal chegou a apresentar uma proposta de reforma do setor elétrico com a promessa de reduzir o peso desses subsídios, mas o projeto acabou sendo alterado no Congresso após pressão de setores interessados.

A Aneel também informou que o governo pretende utilizar recursos da taxa de uso do bem público para conceder descontos na conta de luz para moradores de estados atendidos pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários