
A operação da Polícia Federal que afastou o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), teve 13 alvos e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão. Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), a Operação Cítrico investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e ligação de agentes políticos com organização criminosa.
Edvaldo Neto está entre os investigados e foi afastado do cargo por decisão judicial apenas dois dias após ser eleito nas eleições suplementares realizadas no domingo (12). Ele já exercia a função de prefeito interino desde 2025, após a cassação do então gestor André Coutinho.
Entre os alvos da operação estão pessoas ligadas diretamente ao prefeito e que tiveram atuação na administração municipal. É o caso de Cynthia Denize Silva Cordeiro, ex-secretária de Políticas Públicas para Mulheres e sogra de Edvaldo; Diego Carvalho Martins, ex-diretor do Procon e cunhado do prefeito; além de Tanison da Silva Santos, ex-assessor técnico da Secretaria de Cultura, que já havia sido investigado anteriormente por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas.
Também integra a lista a atual secretária de Administração, Josenilda Batista dos Santos, além de outros investigados. Ao todo, as medidas foram cumpridas em endereços ligados aos seguintes nomes:
Edvaldo Manoel de Lima Neto
Josenilda Batista dos Santos
Vitor Hugo Peixoto Castelliano
Luciano Junior da Silva
Aldecir Monteiro da Silva
Rougger Xavier Guerra Junior
Diego Carvalho Martins
Rita Bernadeth Moura Medeiros
Claudio Fernandes de Lima Monteiro
Cynthia Denize Silva Cordeiro
Tanison da Silva Santos
Genilton Martins de Brito
Manuella Trevizan da Silva
De acordo com as investigações, o grupo seria formado por agentes públicos, empresários e integrantes da facção criminosa conhecida como “Tropa do Amigão”, ligada ao “Comando Vermelho”. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 270 milhões em contratos considerados fraudulentos.
Um dos mandados foi cumprido em um apartamento do prefeito, localizado no bairro de Intermares. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou o material apreendido durante a operação.
Além do prefeito, outros servidores públicos também foram afastados por determinação judicial, como forma de garantir o andamento das investigações.
Em nota, a defesa de Edvaldo Neto afirmou que recebeu a decisão com serenidade e destacou que o afastamento tem caráter provisório, sem representar julgamento definitivo sobre eventual culpa.
A operação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e Controladoria-Geral da União.