
A Caixa Econômica Federal começa a aplicar, a partir da próxima quarta-feira (22), as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, após aprovação do Conselho Curador do FGTS e regulamentação do Ministério das Cidades.
Com as mudanças, o programa amplia o público atendido e passa a incluir famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, abrindo espaço maior para a classe média dentro da política habitacional.
Também houve aumento nos valores máximos dos imóveis. Na faixa 3, o teto sobe para R$ 400 mil, enquanto a nova categoria voltada à classe média permitirá financiamentos de até R$ 600 mil. Já nas faixas 1 e 2, o limite permanece em até R$ 275 mil, com variações conforme o município.
Na prática, o programa passa a contemplar desde imóveis mais compactos até unidades de padrão médio, com dois ou três quartos.
Outra mudança importante é o reenquadramento das faixas de renda, o que pode garantir condições mais vantajosas para parte dos beneficiários. Famílias com renda próxima de R$ 3 mil, por exemplo, podem migrar da faixa 2 para a faixa 1, passando a ter acesso a juros menores e reduzindo o custo total do financiamento.
A partir da quarta-feira, os interessados poderão simular as novas condições pelo site ou aplicativo Habitação Caixa.
Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, as alterações ampliam as opções de imóveis disponíveis sem descaracterizar o perfil social do programa. Já a vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, afirma que as mudanças aproximam o programa da realidade atual do mercado imobiliário e da renda das famílias.