
O prefeito interino, José Pereira (Avante), exonerou, nesta segunda-feira (20), quatro auxiliares de alto escalão que viraram alvos da Polícia Federal. A investigação aponta o desvio de R$ 270 milhões dos cofres públicos para os bolsos de uma facção criminosa.
Entre os nomes que "caíram" está o de Cynthia Denize Silva Cordeiro, a sogra do prefeito afastado, Edvaldo Neto. Ela ocupava a pasta de Uso do Solo e, segundo as investigações, atuaria como advogada de "Fatoka", apontado como o chefão do Comando Vermelho na cidade portuária.
O cunhado de Edvaldo Neto, Diego Carvalho Martins, foi destituído do cargo de Procurador-Geral do Município. Outros dois nomes que já estavam na mira da Justiça, Claudio Fernandes (RH) e Josenilda Batista (Administração), também foram oficialmente desligados.
Segundo a PF, a prefeitura contratava empresas terceirizadas que serviam de "cabide" para empregar membros da facção. Uma vez lá dentro, o grupo operava o desvio milionário de recursos que deveriam servir à população, mas acabavam financiando o crime organizado.