
A vereadora de Bayeux, Rosiene Sarinho, se pronunciou na tarde dessa terça-feira (28) sobre as investigações que apuram sua suposta participação em um esquema de “rachadinhas” e contratação de funcionários fantasmas.
Em nota divulgada nas redes sociais, a parlamentar afirmou que os fatos investigados não têm relação com o exercício do mandato. Segundo ela, as situações mencionadas estariam ligadas à estrutura da Prefeitura Municipal, sobre a qual diz nunca ter exercido influência ou controle, destacando ainda que faz parte da oposição à atual gestão.
Rosiene também criticou as medidas cautelares impostas pela Justiça, como o afastamento do cargo. No posicionamento, classificou a decisão como extrema e afirmou que a medida compromete a representação dos eleitores. A defesa informou que já adotou providências jurídicas para tentar reverter o afastamento.
A investigação faz parte da Operação “Mal Partido”, conduzida pela Polícia Civil da Paraíba, que apura um possível desvio de recursos públicos por meio de um esquema envolvendo devolução de salários e nomeações irregulares.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Bayeux e na residência da vereadora, localizada no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa. Segundo a delegada Viviane Souto, ao perceber a chegada das equipes, a parlamentar teria arremessado um celular do 19º andar do prédio. O aparelho foi recuperado e será submetido à perícia.
Além da vereadora, também foram alvos da operação o filho dela e o chefe de gabinete. O filho, que já ocupou cargo de secretário municipal, teve o afastamento determinado pela Justiça e está impedido de exercer funções de confiança na administração municipal por tempo indeterminado.
O caso segue sob investigação.