
Após prestar novos depoimentos, a Polícia Civil liberou Willis Cosmo, vizinho de Milce Daniel, idosa encontrada morta em uma área de mata em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Com isso, ele deixa de figurar como principal suspeito no caso.
A informação foi confirmada na tarde desta quarta-feira (29) pelo delegado Diego Garcia, durante entrevista ao programa Cidade Alerta, da TV Correio/Record. Segundo ele, Willis não é investigado no momento e tem colaborado com as apurações.
“O senhor Willis não figura como investigado até então e está sendo colaborativo. A partir das provas técnicas, poderemos direcionar a investigação e, se necessário, modificar o rumo do inquérito”, afirmou o delegado. Ele explicou ainda que o caso segue inicialmente como desaparecimento, podendo ser reclassificado para morte natural ou homicídio, a depender do laudo pericial.
A Polícia Civil passou a considerar uma nova linha investigativa após surgirem informações sobre uma suposta dívida de uma das filhas da idosa com um agiota, hipótese que poderia estar relacionada à morte.
Apesar de familiares negarem essa possibilidade, o delegado informou que a linha não está descartada, embora não seja considerada prioritária neste momento. “Não fechamos os olhos para essa hipótese, mas ainda não é uma linha forte. Com o avanço das investigações, vamos direcionar melhor os trabalhos”, disse.
O corpo de Milce Daniel foi localizado no fim da manhã desta quarta-feira (29), após sete dias de buscas. Familiares estiveram no local e fizeram o reconhecimento.
A idosa havia desaparecido após sair de casa para pegar mangas. De acordo com o delegado Douglas Garcia, ela esteve com o vizinho antes do sumiço. Os dois teriam ido ao Hospital Metropolitano, em Santa Rita, e, em seguida, se deslocado para uma área de mata na região do Rio do Meio.