
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma nova denúncia explosiva dentro da Operação Indignus. O foco agora é o programa "Prato Cheio", que deveria distribuir comida para pessoas com fome, mas teria servido para um desvio de aproximadamente R$ 10,3 milhões entre os anos de 2021 e 2023.
Entre os denunciados estão nomes fortes da política paraibana, como os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Dutra, além do ex-diretor do Hospital Padre Zé, Padre Egídio de Carvalho. A investigação aponta que empresas de uma mesma família eram beneficiadas em contratos de refeições para cidades como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira e Cajazeiras.
O esquema funcionava de forma cruel: o Governo pagava pelo valor total do contrato, mas a quantidade de quentinhas entregues era muito menor do que o combinado. Em João Pessoa, por exemplo, o contrato previa 4 mil refeições por dia, mas o que chegava às ruas era bem menos. Ao todo, o programa movimentou mais de R$ 21 milhões sob suspeita.
Os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Dutra afirmaram que ainda não foram notificados oficialmente, mas negam irregularidades. A defesa do Padre Egídio declarou desconhecer a nova denúncia. O caso agora está nas mãos do Tribunal de Justiça da Paraíba, que decidirá se aceita ou não a acusação contra os envolvidos.