
Um laudo técnico realizado no condomínio Reserve Altiplano I, em João Pessoa, apontou falhas consideradas graves nos elevadores do residencial meses antes do acidente que deixou uma mulher paraplégica e duas crianças feridas.
O Relatório de Inspeção Anual (RIA), elaborado por uma empresa particular entre os dias 14 e 15 de janeiro de 2026, identificou problemas como uso de fita isolante em corrediças de elevadores, ausência de freios de segurança e falhas em circuitos de proteção dos equipamentos.
Segundo o documento, uma das irregularidades encontradas foi o uso de fita isolante em uma corrediça desgastada de um elevador do Bloco B. O laudo classificou a situação como defeito e recomendou a substituição das peças.
Outro ponto destacado pela vistoria foi a não conformidade no sistema de freios de segurança em outro elevador do condomínio. De acordo com os peritos, o equipamento apresentava uma mola com pouca pressão e ausência de contato do freio de segurança, situação considerada de alta prioridade para correção imediata.
Na conclusão do relatório, os técnicos apontaram problemas considerados graves nos equipamentos, incluindo ausência de sistemas de segurança, circuitos inoperantes, falta de para-choques e falhas na máquina de tração.
O laudo foi anexado ao processo judicial em que a juíza Shirley Abrantes, da 8ª Vara Cível de João Pessoa, determinou a substituição integral dos elevadores do condomínio, sob pena de multa.
Ainda não há confirmação se os problemas apontados no documento foram corrigidos antes do acidente ocorrido nesta semana, nem se o elevador que despencou apresentava as mesmas falhas técnicas.
Em nota anterior, a GGP informou que a responsabilidade pela manutenção dos elevadores é do condomínio após a entrega do empreendimento e afirmou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.