
Sete integrantes de facções criminosas tentaram deixar a Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, os presídios PB1 e PB2, utilizando alvarás de soltura falsificados. A tentativa de fraude foi descoberta por policiais penais antes que os detentos fossem liberados.
De acordo com informações obtidas nesta terça-feira (19), alguns dos presos chegaram a ser chamados para assinar os documentos de soltura, mas os servidores da unidade desconfiaram da autenticidade dos alvarás e iniciaram uma verificação junto ao Poder Judiciário.
Durante a checagem, a direção da penitenciária entrou em contato com a juíza Andreia Arco Verde e o juiz Carlos Neves, ambos da Vara de Execuções Penais, cujos nomes constavam nos documentos falsificados. Os magistrados confirmaram que não haviam expedido nenhuma ordem de liberdade, constatando a fraude.
As investigações iniciais apontam que os documentos falsos teriam sido enviados através do sistema de Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mecanismo utilizado oficialmente para comunicação entre órgãos do Judiciário.
Nenhum dos detentos chegou a ser solto. Todos permanecem custodiados no sistema penitenciário da Paraíba.
As autoridades agora investigam quem teria produzido e encaminhado os falsos alvarás, além da possível participação de integrantes de organizações criminosas no esquema.