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Cabedelo: prefeito eleito afastado vai ser diplomado, mas vice deve assumir o cargo

Embora o prefeito eleito nas urnas, Edvaldo Neto (Avante), seja diplomado, ele não poderá assumir o Poder Executivo municipal.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
21/05/2026 às 14h01
Cabedelo: prefeito eleito afastado vai ser diplomado, mas vice deve assumir o cargo

A Justiça Eleitoral da Paraíba confirmou que a solenidade de diplomação dos eleitos na última eleição suplementar do município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, será realizada na próxima segunda-feira (25). A cerimônia institucional está agendada para as 17h, nas dependências do Teatro Santa Catarina, e será presidida de forma oficial pela juíza titular da 57ª Zona Eleitoral, Thana Michelle Carneiro Rodrigues.

Embora o prefeito eleito nas urnas, Edvaldo Neto (Avante), seja diplomado, ele não poderá assumir o Poder Executivo municipal. Edvaldo foi afastado cautelarmente de suas funções públicas por força de uma decisão judicial de grande repercussão, que apura um suposto esquema de infiltração e interferência de uma facção criminosa no organograma da administração da cidade. Diante desse impedimento legal, a Câmara Municipal de Cabedelo confirmou que a solenidade de posse, programada para a mesma noite de segunda-feira, conduzirá o vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti (Avante), ao cargo de chefe do Executivo de forma definitiva. Evilásio não figura como alvo em nenhuma das medidas restritivas ou investigações em curso.

Histórico de Cassações e a Operação Cítrico

O afastamento de Edvaldo Neto foi decretado no dia 14 de abril, apenas dois dias após a realização do pleito suplementar de 12 de abril, no qual ele venceu o deputado federal Wallber Virgolino (PL). Devido ao vácuo de poder imediato, o município vem sendo administrado interinamente pelo presidente da Câmara de Vereadores, José Pereira. Curiosamente, Edvaldo já governava a cidade de forma interina após a cassação do prefeito anterior, André Coutinho (Avante), que também perdeu o mandato em decorrência de investigações sobre conexões espúrias entre o poder público e o crime organizado local.

No mês passado, a juíza Thana Michelle optou por manter o rito de diplomação da chapa vencedora ao analisar os termos de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada pela equipe jurídica de Wallber Virgolino. A oposição pedia a anulação e o bloqueio da chapa eleita sob o argumento das denúncias trazidas à tona pela Operação Cítrico. Ao avaliar o mérito do pedido liminar, a magistrada ponderou que, apesar da gravidade das investigações criminais paralelas, ainda não haviam sido anexadas provas jurídicas robustas o suficiente na esfera eleitoral para impedir o ato formal de diplomação. Em seu despacho, ela apontou que não era possível atestar a existência de um direito incontroverso que justificasse uma interferência drástica no resultado imediato das urnas.

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