
Novos áudios obtidos durante as investigações da Operação Perfídus revelam que o delegado Brás Morroni, preso no âmbito da operação, era apontado por integrantes do grupo investigado como uma espécie de proteção contra possíveis denúncias e apurações internas.
Nas gravações divulgadas pelo Fantástico, os investigadores Everton Rychelyson Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira, o “Mão Branca”, fazem comentários sobre o delegado e chegam a discutir a possibilidade de omitir valores de negociações para aumentar a divisão do dinheiro entre eles.
Em uma das conversas interceptadas, “Bomba” minimiza a participação de Brás Morroni nas atividades investigadas e afirma que a principal utilidade do delegado seria garantir uma suposta blindagem institucional ao grupo em caso de denúncias.
Segundo o áudio, a proximidade com um delegado poderia dificultar eventuais investigações, já que, na visão do investigado, qualquer apuração contra os agentes também atingiria o superior hierárquico.
Brás Morroni, Everton Rychelyson e Eduardo Jorge estão presos temporariamente. Eles são investigados por suposta participação em uma organização criminosa que, de acordo com as investigações, desviava drogas apreendidas em operações policiais e revendia os entorpecentes de forma ilegal.
A Operação Perfídus segue em andamento, e as autoridades continuam apurando o alcance do esquema e a participação de outros possíveis envolvidos.