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Seis profissionais são indiciados por morte de bebê e mãe após parto em Campina Grande

O resultado das investigações aponta o indiciamento de seis profissionais de saúde.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
10/06/2026 às 15h25 Atualizada em 10/06/2026 às 16h21
Seis profissionais são indiciados por morte de bebê e mãe após parto em Campina Grande

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que apurou o caso da morte de um bebê e, posteriormente, da mãe, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. O resultado das investigações aponta o indiciamento de seis profissionais de saúde, quatro médicos obstetras e duas enfermeiras, por supostas falhas no atendimento prestado à paciente.

O caso ocorreu em março de 2025 e teve grande repercussão após denúncias de negligência médica. Segundo a polícia, os investigados foram indiciados pelo crime de aborto provocado por terceiro na forma majorada, previsto nos artigos 125 e 127 do Código Penal. Os nomes dos profissionais não foram divulgados.

De acordo com o inquérito, a gestante apresentava uma gravidez de alto risco e teria sido submetida a uma condução inadequada do trabalho de parto. Entre os problemas identificados pela investigação estão a demora na adoção de medidas consideradas necessárias, ausência de progressão assistida do parto e utilização inadequada de procedimentos médicos.

A Polícia Civil também apontou indícios de violência verbal e psicológica contra a paciente durante o período de internação.

A conclusão da investigação teve como base depoimentos de familiares, testemunhas e profissionais envolvidos, além da análise de prontuários médicos, documentos do pré-natal e exames periciais.

Os laudos apontam que o bebê morreu ainda no útero em consequência de uma ruptura uterina associada à condução do parto. Segundo os peritos, uma intervenção cirúrgica realizada em tempo oportuno poderia ter evitado a morte fetal.

Já Maria Danielle Cristina Morais faleceu 25 dias após o ocorrido. Conforme a investigação, a morte foi causada por complicações relacionadas a uma condição genética preexistente, que teria sido agravada pelos eventos registrados durante o atendimento. A polícia informou ainda que não foram encontrados indícios de irregularidades na atuação da equipe responsável pela cirurgia de emergência realizada posteriormente.

O caso agora será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça, que irão analisar o inquérito e decidir sobre os próximos desdobramentos.

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