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Após quase nove anos, acusado de matar namorada com tiro de espingarda vai a júri popular em João Pessoa

Ele é acusado de matar a namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, durante uma festa realizada em julho de 2017, no bairro do Róger.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
11/06/2026 às 10h00
Após quase nove anos, acusado de matar namorada com tiro de espingarda vai a júri popular em João Pessoa

O júri popular de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega acontece nesta quinta-feira (11), no Fórum Criminal de João Pessoa. Ele é acusado de matar a namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, durante uma festa realizada em julho de 2017, no bairro do Róger.

O julgamento está marcado para começar às 9h e será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes contra a vida. Caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade do réu no caso.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Luanna foi atingida na cabeça por um disparo de espingarda dentro de uma residência localizada no Condomínio Arruda Câmara. A arma utilizada pertencia ao tio de Yuri, conforme consta nos autos do processo.

Desde o início das investigações, o acusado admite ter efetuado o disparo, mas sustenta que o tiro foi acidental. Em depoimentos prestados à Polícia Civil e à Justiça, ele afirmou que acreditava que a espingarda estava descarregada quando a manuseou.

No entanto, um laudo da perícia criminal contestou essa versão. De acordo com os peritos, o disparo ocorreu após o acionamento do gatilho e a arma estava a aproximadamente 50 centímetros da cabeça da vítima, distância considerada curta.

Luanna tinha 20 anos quando morreu. Após o ocorrido, Yuri se apresentou espontaneamente à Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Com base nos laudos e demais elementos reunidos durante a investigação, o Ministério Público denunciou o acusado por homicídio e pediu a manutenção da prisão preventiva decretada na época.

Quase nove anos depois da morte da jovem, o caso finalmente será levado a julgamento, reunindo acusação, defesa, testemunhas e familiares da vítima no Fórum Criminal da Capital.

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