
O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro se encerra na próxima quinta-feira (25), e a continuidade da medida dependerá de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por chefiar uma organização criminosa apontada por tentativa de golpe de Estado com o objetivo de se manter no poder após as eleições de 2022.
A prisão domiciliar foi autorizada por Moraes em março, com validade de 90 dias, após a defesa alegar problemas de saúde, incluindo um quadro de broncopneumonia. Antes da decisão, o ex-presidente esteve custodiado em uma sala de Estado-Maior no Complexo Penitenciário da Papuda, após passar pela Superintendência da Polícia Federal.
A possível prorrogação da medida será analisada com base em novos relatórios médicos apresentados pela defesa, que também solicitou autorização para a realização de exames.
Outro ponto que pode pesar na avaliação do Supremo é o episódio envolvendo a apreensão de uma pistola Glock 9 mm ligada a Bolsonaro, encontrada com um militar da equipe de segurança durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na semana passada. Apesar de a arma possuir registro regular, ela foi recolhida porque o certificado não estava no veículo no momento da abordagem.
Após determinação de Moraes, a defesa apresentou esclarecimentos ao STF e informou que a equipe de segurança removeu o percussor da arma, deixando-a inoperante, devido ao uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente.