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Justiça condena Revista Época a indenizar Produtora paraibana

Justiça condena Revista Época a indenizar Produtora paraibana

Por: Luanja Dantas
04/02/2022 às 14h23 Atualizada em 04/02/2022 às 17h23
Justiça condena Revista Época a indenizar Produtora paraibana
Foto: Reprodução
A revista época fechou em 2021. Mesmo vinculada a um conglomerado gigantesco de comunicação do Brasil, o Grupo Globo, não resistiu ao declínio de leitores ao longo de seu funcionamento, iniciado em 1998. O fechamento da revista, para além do lamentável desemprego de profissionais que gerou, trouxe também prejuízos para aqueles cuja reputação, de modo irresponsável, foi atingida pela publicação. A revista jamais irá cumprir determinações judiciais que a obrigavam a se retratar de informações erradas que publicou. Há um caso representativo dessa situação. Na efervescente campanha presidencial de 2018, a revista publicou uma matéria segundo a qual a produtora de audiovisual da campanha do então candidato Jair Bolsonaro, a Mosqueteiros Filmes, era uma empresa de fachada, insinuando que haveria irregularidade no contrato que, efetivamente, estava sendo prestado pela empresa. Era mentira. Por má-fé ou incompetência profissional – ainda não está claro o que motivou a publicação da fake news –, a revista feriu uma regra consolidada no jornalismo que tem responsabilidade com a verdade, não com a especulação: não fez a apuração rigorosa dos fatos. E, pelo desvio profissional, deliberado ou não, foi condenada pela Justiça Federal a indenizar a Mosqueteiro Filmes. E a publicar uma matéria em suas páginas para restabelecer a verdade. Como fechou, não cumprirá essa decisão Judicial. A matéria da revista faltou com a verdade. E, obviamente, trouxe prejuízos à imagem da Mosqueteiro Filmes. Que já “existia” de fato e de direito há 10 anos, e que trabalha até hoje para reparar o dano sofrido. E nem a decisão judicial favorável à empresa conseguiu reparar o erro. Pois a Revista Época não existe mais, no entanto, ainda é um fantasma na vida da Produtora Mosqueteiros que teve a sua imagem irresponsavelmente manchada. Se é verdadeira a ideia de que a mentira tem pernas curtas, porque a verdade sempre tem como prevalecer, também é verdadeira, infelizmente, que ela, a mentira, deixa rastros de impunidade. Confira, abaixo, na íntegra, a decisão judicial que condenou a revista no processo movido pela Mosqueteiro Filmes.
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