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PRE dá parecer pela incompetência da JE no julgamento da Operação Calvário

PRE dá parecer pela incompetência da JE no julgamento da Operação Calvário

Por: Luanja Dantas
17/03/2022 às 14h52 Atualizada em 17/03/2022 às 17h52
PRE dá parecer pela incompetência da JE no julgamento da Operação Calvário
Foto: Reprodução
A Procuradoria Regional Eleitoral da Paraíba (PRE-PB), deu parecer pela incompetência da Justiça Eleitoral para o julgamento de processo de organização criminosa da Operação Calvário. Entre os investigados estão secretários e o ex-governador Ricardo Coutinho. O pedido foi analisado e protocolizado, na noite da quarta-feira (16). De acordo com o MPF, trata-se da análise de competência do Processo nº 0600021-32.2022.6.15.0000, que havia sido enviado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba à Corte Eleitoral. O parecer é pela incompetência da Justiça Eleitoral para o processo e julgamento da referida ação penal. Para a PRE, não há imputação específica de nenhum dos crimes eleitorais (artigos 289 ao artigo 354-A do Código Eleitoral), tratando a denúncia exclusivamente do crime de organização criminosa (orcrim), que é autônomo, e não se confunde com os demais delitos por ela praticados. De acordo com a Procuradoria, o eventual contexto eleitoral mencionado na ação está inserido apenas no âmbito dos delitos praticados pela Orcrim, mas que não são imputados na denúncia, sendo relatados apenas para demonstrar a magnitude do grupo criminoso. Esclarece também que “ainda que fossem considerados os crimes praticados pela organização, que diferem do crime próprio do artigo 2º da Lei 12.850/2013, não se identifica descrição de nenhum fato típico previsto no Código Eleitoral”.
“É importante ressaltar que, pelos elementos constantes na denúncia, verifica-se que a atuação do grupo criminoso se estendeu por mais de uma década, não estando vinculado às eleições, mas era voltado ao desvio de recursos públicos, com obtenção de vantagens ilícitas, pela inserção das organizações sociais na área da saúde e fraudes licitatórias na educação”, acrescentou.
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