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Prédio do Centro de João Pessoa é ocupado por famílias do MBL

Prédio do Centro de João Pessoa é ocupado por famílias do MBL

Por: Luanja Dantas
06/04/2022 às 14h54 Atualizada em 06/04/2022 às 17h54
Prédio do Centro de João Pessoa é ocupado por famílias do MBL
Foto: Reprodução

Na madrugada da terça-feira (5), famílias do Movimento de Luta nos Bairros (MLB) ocuparam o edifício Nações Unidas, no Centro de João Pessoa. Cerca de 70 pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos ocuparam os primeiros três pavimentos do prédio.

O edifício é um antigo empresarial, desapropriado pela prefeitura de João Pessoa e fechado há alguns anos. Na terça-feira, as famílias limparam o imóvel e fizeram das salas, quartos e cozinha comunitária.

De acordo com Joyce Talita, coordenadora do movimento, o objetivo é ocupar o espaço até que ele seja destinado efetivamente à moradia das famílias ou até que um outro espaço seja cedido para as famílias, garantindo o "direito de morar dignamente".

Após a situação, a prefeitura pediu a desocupação do imóvel. O motivo, segundo a secretaria de habitação de João Pessoa, está no laudo da Defesa Civil Municipal, de fevereiro de 2022. O documento informa que a equipe identificou pisos danificados e infiltrações em todos os andares. Na área externa, foi detectado comprometimento da estrutura de aço, que estava enferrujada.

O ponto mais crítico está em parte da laje da cobertura, no quarto andar, que está cedendo e já precisou ser escorada. A Defesa Civil informou que, em caso de desmoronamento da estrutura, outras, abaixo, também podem colapsar.

O risco foi informado aos ocupantes. O coordenador estadual do MLB diz que apenas os três primeiros andares foram ocupados e que o movimento também avaliou o imóvel, não identificando os mesmos riscos da Defesa Civil.

Nesta quarta-feira (6), uma comissão dos ocupantes do edifício será recebida na secretaria de habitação de João Pessoa, em Jaguaribe. Será o primeiro diálogo em busca de resolver a situação. "Sobre a reunião, a gente vai conhecer as demandas, vamos analisar, tratar e mostrar as dificuldade que a gente tem e que eles também têm de ficar no local", explicou Socorro Gadelha.

Fonte: G1 Paraíba

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