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Das telas aos arquivos: a redescoberta da crítica cinematográfica paraibana

Das telas aos arquivos: a redescoberta da crítica cinematográfica paraibana

Por: Luanja Dantas
04/12/2024 às 16h09 Atualizada em 04/12/2024 às 19h09
Das telas aos arquivos: a redescoberta da crítica cinematográfica paraibana
Foto: Reprodução
Um mergulho nos arquivos do jornalismo cultural paraibano deu origem a uma iniciativa que une história, cinema e pesquisa acadêmica. O jornalista e documentarista Lúcio Vilar, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e diretor do Festival Aruanda, liderou um esforço meticuloso para revisar mais de 900 textos publicados no diário paraibano A União, ao longo do século passado. O resultado é uma seleção criteriosa de 64 escritos, que agora compõem uma coleção lançada no prestigiado 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O projeto, que começou como uma pesquisa individual, ganhou apoio institucional da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), do Iphaep e da Editora A União e fez surgir o livro ‘Luz, Cinefilia...CRÍTICA! Arqueologia e Memória do Crítico Linduarte Noronha’, lançado no último dia 2 de dezembro e se expandiu para um circuito que prevê lançamentos em festivais de cinema e universidades de todo o Brasil. a partir de 2025. A obra, além de revisitar o passado do cinema e da crítica cultural da Paraíba, apresenta análises contemporâneas de nomes renomados como o crítico Luiz Zanin Oricchio (Estadão), o cineasta João Batista de Andrade e a pesquisadora Maria do Rosário Caetano (Revista de Cinema), Marília Franco (ECA-USP), João Batista de Brito (UFPB), Fernando Trevas Falcone (UFPB) e Rodrigo Fonseca (Correio da Manhã). Com textos escritos há mais de 70 anos, o livro é um testemunho vivo da evolução do cinema e do pensamento crítico na Paraíba. As análises acompanham os textos originais, lançando luz sobre o impacto dessas obras no cinema nacional. Jornalista e documentarista, Lúcio Vilar é um dos principais nomes do audiovisual paraibano. Professor da UFPB, com Mestrado e Doutorado pela ECA-USP, especializou-se no cinema silencioso brasileiro dos anos 1920, destacando-se a participação paraibana nesse período. Entre suas produções, curtas-metragens como ‘Pastor de Ondas’, ‘O Menino e a Bagaceira’, ‘Kohbac – A Maldição da Câmera Vermelha’, ‘DOC Correio, 60 anos’ e ‘O Homem é Pedro!’, entre outros. Em 2005, idealizou o Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que celebra sua 19ª edição este ano, consolidando-se como um espaço para o cinema nacional em João Pessoa. Atualmente, Vilar dirige seu primeiro longa-metragem, ‘O Homem por Trás do Cinema Novo’, com previsão de lançamento para 2025. Por Hermano Araruna
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