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Alunos viajavam sem cinto de segurança em ônibus que causou tragédia, na Paraíba

Alunos viajavam sem cinto de segurança em ônibus que causou tragédia, na Paraíba

Por: Luanja Dantas
02/04/2025 às 15h57 Atualizada em 02/04/2025 às 18h57
Alunos viajavam sem cinto de segurança em ônibus que causou tragédia, na Paraíba
Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga uma série de irregularidades no ônibus escolar que tombou na Ladeira do Espinho, em Pilões, na última terça-feira (1º), resultando na morte de dois estudantes e deixando outros 27 feridos. De acordo com o delegado Basílio Rodrigues, o veículo não oferecia cintos de segurança para os passageiros, apenas para o motorista.

Além disso, a perícia indicou que o condutor fazia sua primeira viagem no ônibus e estava acompanhado do dono do veículo na cabine. A experiência do motorista e as condições mecânicas do transporte estão entre os pontos que serão analisados na investigação.

“Precisamos verificar se esse ônibus passou por vistoria antes de começar a prestar serviço ao município e se realmente tinha condições adequadas para o transporte de estudantes. No local do acidente, a única cadeira com cinto de segurança era a do motorista. Todas as demais estavam desprovidas”, destacou o delegado.

Diante das evidências de irregularidades, o ônibus foi levado para o pátio da CPtran, em Guarabira, onde passará por uma nova perícia. Os investigadores irão analisar os tacógrafos, as condições dos pneus e do sistema de frenagem.

O motorista, que prestou depoimento, afirmou ter mais de dez anos de experiência na condução de ônibus e veículos similares. No entanto, esta era sua primeira viagem com aquele ônibus específico. Ele declarou ainda que dirigia a uma velocidade média de 30 km/h no momento do acidente, informação que será analisada pela perícia.

A investigação será conduzida pelo delegado João Amaro, que já solicitou da Prefeitura de Pilões o contrato de prestação de serviço do transporte escolar. “Queremos entender como esse ônibus foi contratado, quem são os responsáveis pelo contrato e se houve falhas na fiscalização”, afirmou.

O tacógrafo do veículo será peça-chave na apuração. Os peritos irão verificar se houve falha mecânica no sistema de freios e se a velocidade do ônibus era compatível com a ladeira acentuada onde ocorreu o acidente.

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