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Polícia Federal desmantela grupo de extermínio que vendia assassinatos de autoridades por tabela

Polícia Federal desmantela grupo de extermínio que vendia assassinatos de autoridades por tabela

Por: Hermano Araruna
28/05/2025 às 12h18 Atualizada em 28/05/2025 às 15h18
Polícia Federal desmantela grupo de extermínio que vendia assassinatos de autoridades por tabela
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (28) cinco integrantes de uma organização criminosa que oferecia serviços de espionagem e assassinato por encomenda, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, revelou que o grupo, autodenominado "Comando C4" (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos), estabelecia preços para suas ações: R$ 250 mil para ministros do STF, R$ 150 mil para senadores e R$ 100 mil para deputados.

A investigação teve início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá (MT). Zampieri, conhecido por sua atuação em casos judiciais controversos, foi morto com dez tiros em frente ao seu escritório. A análise do celular da vítima levou à descoberta do Comando C4, que contava com civis e militares da ativa e da reserva em sua composição.

Entre os presos estão o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, apontado como mandante; o coronel reformado do Exército Etevaldo Caçadini de Vargas, suspeito de ser um dos líderes; o atirador Antônio Gomes da Silva, que confessou o crime; o instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa, responsável por fornecer a arma utilizada; e Gilberto Louzada da Silva .

O grupo utilizava equipamentos como drones, veículos com placas frias e telefones satelitais para monitorar e executar suas ações. Além disso, mantinha listas com nomes de autoridades e respectivas "tarifas" para os serviços prestados.

A operação faz parte da sétima fase da Operação Sisamnes, que investiga a venda de sentenças judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. As ações da PF ocorreram nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, com cumprimento de mandados de prisão preventiva, monitoramento eletrônico e busca e apreensão.

As autoridades continuam investigando a extensão das atividades do Comando C4 e possíveis conexões com outras organizações criminosas. A operação destaca os desafios enfrentados pelo sistema judiciário brasileiro na luta contra a corrupção e o crime organizado.

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